Na quietude na noite começo a divagar,
Combato a distância com uma fotografia na cabeça.
Estás tão longe,
Quando fecho os meus olhos, consigo iludir-me.
Quase te toco.
Sempre que fecho os meus olhos e sonho.
Como uma luz brilhante ultrapasso a distância.
Como uma suave brisa invado o teu espaço.
Pouso no teu colo.
Penetro nos teus pulmões dou-te vida.
Serei o teu ar, dou o mote aos teus pensamentos.
Por momentos venço o impossivel.
Imagino o lugar de onde começas os dia.
Não te vejo por isso substituo a tua ausencia com sonhos.
De todas as coisas permaneço com o teu rosto gravado a fogo na mente.
O tempo pareçe que voa, não tenho nada a perder.
O pôr do sol significa tanto.
Estendo a mão para os doces sonhos.
Sinto o vazio do teu calor, mas estou condenado a sentir a tua chama.
Grito o teu nome no silêncio.
Sussurro ao vento que te amo.
Preso a ti, ao pensamento também sou feliz.
Com a imagem dos teus olhos, do contorno do teu corpo contruo o amanhã.
Imagino o respirar suave do teu corpo para sempre deitado ao meu lado.
Porque o amanhã será contigo nos meus braços.
Serei o teu porto de abrigo, a enseada segura,
Far-te-ei para sempre minha.
No teu regresso construirei o Éden.
O meu coração canta sem uma canção.
Abro os olhos aguardo pelo amanhã.
O primeiro dia da nossa vida.
Belo texto, muito belo!
ResponderEliminarVim de mansinho, pé ante pé, visitar a tua casa.
ResponderEliminarSusti a respiração para não estragar com qualquer som a beleza suspensa dos teus domínios.
Gosto das escadas alcatifadas da tua alma, escarlates como o teu sanguíneo ser, iluminadas pela luz diáfana dos deuses jovens, ameaçadora na queda às profundezas mais secretas.
Fica por cá um pedacinho de mim.
És bem-vindo no meu reino quando assim te aprouver.
Um sopro doce,
Marisa