Sozinho na noite sinto as forcas da destruição a atacarem o meu espírito.
Sou assaltado como se de um soldado terrestre a ir de encontro a um poderoso tanque me tratasse.
Indefeso contra o peso das lagartas sinto a carne a ser devorada pelas engrenagens. Sou destruído a cada movimento. Sinto que sou a carne para canhão que a vida despreza. Mero peão no campo de batalha da vida sou o eterno derrotado.
Nunca quis lutar contra quem quer que fosse. Mas alguém me disse para pegar na carabina empunhar a baioneta e sair a carga. Não ensinaram a sobreviver apenas a brandir uma arma para vir a morrer. Gritei tanto pela paz apenas para me ser concedida a pérfida morte em batalha. Desdito e para sempre um desconhecido tombado algures num qualquer campo de batalha da nação a que chamamos vida.
Sozinho na escuridão oiço o ribombar dos canhões. Quer o destino que lute pela vida sozinho.
Peco a Deus aquela restea de fé que me faca enfrentar sem medo as agruras que me minam a alma.
Dar o salto de fé para alguma cratera de obus e ser o ultimo combatente, o moicano irredutível que se nega a desaparecer.
Recusando-me a ser mais um derrotado da vida, alcançarei a condecoração de bravura e vencerei aquilo a que chamamos vida.
Se a morte me quiser que ao menos viva a vida com coragem e bravura.
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