sábado, 17 de maio de 2025

Beijas-me quando eu chegar?

Ninguém morre de um coração partido, pode muito curar-te e recuperar.

Passo a minha a voar e aterro em Lisboa e quando observo as luzes da cidade do ar o cheiro da nostalgia impregna -me as narinas, os cheiros conhecidos invadem-me a memória.

Optei por ser o cavaleiro itinerante que tantas vezes fechou o coração por estar sempre em contacto com a dor. 

Sempre voei para longe com os teus olhos na memória da minha pele, com o sabor dos teus lábios na minha boca, e na verdade sempre voei para longe de ti porque o meu coração sangrava sem saber bem porquê.

Agora que vejo as luzes de aterragem sinto o coração a apertar, será que vais estar quando finalmente chego?

Quando estiver a sair será que vais a correr para mim e resgatar-me? 

Durante tanto tempo coloquei à minha volta uma verdadeira muralha e fiz guerra de trincheiras sem que ninguém pudessse penetrar.

Ninguém morre de um coração partido, mas recuperar e fazer um pacto de amor com outro ser é doloroso.

Sempre que viajo em direção a outro destino sabendo que te deixo para trás é como que um aperto,um nó na garganta mas que sempre imaginava mais confortável do que destruir as minhas ameias ou baixar a ponte levadiça do meu castelo.

Mas tu sempre estiveste sempre aí e após a minha ausência percebi que o meu coração deixou de sangrar há muito tempo.

Agora que o solo está mais perto e o teu corpo mais perto do meu, apenas te quero perguntar.

Beijas-me agora que eu cheguei e vim para ficar?


From Blogger iPhone client

sábado, 30 de janeiro de 2021

Morte de Um Piloto

Saí a toda a brida do Deck do Kittyhawk, com a potencia máxima que o meu Hellcat dispunha. A catapulta hoje fez-me sorrir, parece que a calibraram para ter mais força. 
Ainda não fechei a carlinga respiro o ar que a atravessa.
O Pacifico é lindo, e prateado.
O Sol é mais vermelho que o habitual.
A missão é proteger as forças navais de Midway do ataque dos zero e zekes do Akagi e ao mesmo tempo procurar proteger os torpedeiros que vão tentar afundar o Akagi.
Mas a verdade é que independentemente da missão só penso que a morrer, adoraria ter como caixão o pacifico.
A morte não é assim tão má quando o é por honra.
Não sou lirico como aqueles estúpidos que vêem gloria na morte. A honra já é outra coisa. 
De repente os auscultadores quase que me rebentam os timpanos quando o meu wingman quebra o silêncio de rádio e grita Tojo!!!
De facto às nove horas uma coluna de Nakajima B5N "Kate" ia em direcção a um destroyer. Atrás da coluna seguem dois "zero" a escoltar.
Tenho sede de sangue e dirijo-me imediatamente aos caças. E com uma rajada de balas sinto o tanque de combustível do primeiro zero a inflamar e explodir em mil pedaços.
À minha volta apercebo-me de explosões, os meus colegas entraram na contenda e estão numa dança macabra de morte que vai acabar na aniquilação dos bombardeiros japoneses.
De imediato concentro-me no outro zero e percebi que o piloto alarmado procura fazer uma manobra típica até porque o seu avião é muito mais manobrável que o meu pesado Hellcat.Descreve uma curva apertada. Ascendo e coloco-me atrás dele, falho a primeira rajada. Na segunda consigo desfazer a lona da cauda. Abranda, repito a rajada, e sei que desta atingi o piloto porque o avião dele abanou como que demonstrando dor por ele ter puxado a manche. Abrandou e de repente vi-me ao lado de um zero extremamente danificado, a arder e com a carlinga coberta com sangue. 
Vejo-lhe o rosto, estremeço não deve de ter dezoito anos. Sei que vai morrer. E porque é a morte de um piloto acompanho-o até se despenhar no azul pacifico. Saúdo-o e deixo-o ir. Vislumbro-lhe um sorriso. Morreu com honra no Pacifico. 
O rosto de criança dele não me abandona, era criança, morreu piloto.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Por Uma Noite

 

Toco-te na mão. 

Levo-te para o meu recanto. 

Já só penso em ver-te sorrir . 

Construo na noite uma muralha em nosso redor, seremos só nós. 

Esta noite serás minha, quero desenhar nas estrelas o teu nome. Por uma noite, puro prazer. 

Toco-te na mão.

Levo-te para o meu castelo de algodão doce. 

Quero esquecer o amanhã. 

Sinto os teus lábios a arder, corro a extinguir o fogo com os meus. 

Toco-te na mão. Entrego-te o meu ser, procuro reconhecer o teu corpo, colar-te a mim e esquecer o amanhã. 

No teu respirar, na tua pele tento vislumbrar sinais de amor. 

Entrelaço os meus dedos nos teus e reconheço-me no teu olhar. 

Murmuro o teu nome vezes sem conta. 

Eternizo a noite no teu sorriso. 

Conduzo-te nos meus braços ao mundo dos sonhos e adormeço ao teu lado na esperança de encontrar o teu corpo ali também. 

Por uma noite, puro prazer.

Adio o amanhã.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Inimigo

 


Sou o anjo negro que anseia por não o ser.
Desejo ser de luz e sinto que nada sou.
Apenas sinto que tudo o que faço e sinto é negro.
O inferno tem tentáculos que me sugam para as profundezas de uma escuridão sem precedentes.
Porque é que a vida não é simples?
Sinto-me o cavaleiro negro medieval que embora me guie por um código de honra talvez seja o código errado.
Por onde quer que vagueie verifico que vou sempre dar a um campo de batalha.
Já não quero combater mas o braço e o corpo não deixam que isso aconteça.
Será que é a alma e a mente que continuam sempre a batalhar mesmo em sonhos?
Quem sou afinal? Porque é que tudo em que toco se torna negro?
As sombras do passado perseguem-me, são fantasmas devoradores que me consomem a alma e a consciência.
Porque é que não vivo antes na luz como tanto almejo?
Luto contra tantos inimigos e nunca lhes vi o rosto, destruo e dizimo quem se aproxima do meu campo de batalha.
A verdade é que sempre lutei sozinho.
Luto contra um demónio escuro e forte que me arrasta para um fogo sem chama das gargantas de Hades.
Quero tanto ter uma armadura branca e outro código de Honra.
Nunca obtenho nada do campo de batalha, nem sequer o rosto de um inimigo, imagino que seja hediondo.
Um dia levantarei uma viseira e terei a coragem de contemplar quem me quer arrastar arrastar para o fundo.
O desespero para ser alguém para além de um Anjo negro é gigantesco e a luta dentro de mim é titânica.
Mais uma contenda que se aproxima e mais uma vez a minha velha armadura e corpo se embalam em mais uma dança de morte.
Por desdita sorte e num golpe arranco um elmo e vislumbro o rosto de um inimigo.
Atiro os joelhos por terra e choro as lágrimas arrancam-me a pele do rosto, verifico que o meu inimigo é imortal e sempre esteve presente em todas as batalhas. 
Em todos os cadáveres o rosto é sempre o mesmo, o meu rosto.
Eu sou o meu próprio inimigo, o meu próprio demónio e o meu próprio carrasco.
Sou o meu anjo negro, afinal o campo de batalha sempre foi dentro de mim.
Apercebo-me agora que terei de rezar a Deus para que me traga para a sua luz e faça de mim aquilo que sempre quis e nunca soube como fazer porque eu sempre fui o meu pior inimigo.

sábado, 24 de outubro de 2020

Despedida


 

Encontras-te envolta no vapor emanado pela locomotiva.

Ao longe observo o teu cabelo solto a brincar com as abas da tua gabardina. 

Os teus olhos verdes contrastam com o vermelho delineado e sensual dos teus lábios. 

Que bem que te fica essa gabardina entreaberta por onde resplandece o teu colo alvo e denunciando a perfeição dos teus seios. 

Tenho meia hora, vou partir, não sei por quanto tempo desta vez e muito menos sei o teor da missão. 

Estou a alguns metros de ti, mas parece que um oceano nos separa e os escassos passos que percorro a correr até ti estão a demorar séculos. 

Agarro-te no ar e volteio-te, aperto o teu peito contra o meu e sinto o teu coração a bater tão forte quanto o meu. 

Começo a sentir os nossos ritmos cardiacos a acertarem o passo. 

Beijo-te com todo o sangue a ferver, quero neste curto periodo de tempo transmitir-te a minha alma. 

Desde o primeiro momento que te vi que soube que eras única. 

Agora vou partir e apenas sei que vou embarcar no Yorktown e rumo a Midway. Tenho um péssimo pressentimento desta vez. Sinceramente não quero saber, tenho-te nos meus braços e beijo-te novamente.

 Entrego e deixo a minha vida nos teus lábios. 

O meu corpo seguirá para os céus do pacifico, mas a minha essência, essa, deixo-te a cada palavra a cada murmúrio e a cada beijo. 

Na única noite em que estivemos juntos consegui arrancar-te uma foto, agora, cada poro da minha pele, cada célula do meu corpo absorve a forma do teu corpo, o teu peso e o teu cheiro. 

A foto está no cockpit constantemente.

O teu corpo está impresso no meu. Sei que te amo com todo o meu ser. 

Não quero saber se morro, quero saber que nesta meia hora ao lado desta carruagem e envoltos em vapor os nossos corações se fundem numa longa e eterna jura de amor. 

Numa noite fomos amantes, em meia hora os eternos prometidos. 

Porque ao despedir-me de ti, o destino é o ferreiro que funde dois corações para a vida.

A composição arranca, observo-te na gare. 

Agora sei o impacto desta meia hora. 

Perdi metade do meu coração, vejo o meu amor a afastar-se e sinto a ausência dele no meu peito. 

Parou de bater. Sufoco com o nó na garganta. 

Ficaste com o meu coração agarrado ao teu

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

O Poder Do Teu Beijo

 Rogo ao mar e à lua pelo poder balsâmico e renovador do teu beijo. 

Choro os minutos, as horas que passo sem ti.  

Fazes o que sou, transformas-me no sonho, sou a bruma que suavemente te povoa o pensamento.

Diluo-me por entre o pestanejar profundo do teu olhar. 

Instalo-me no teu sono e procuro fazer-te sonhar. 

Quero fazer-me sonhar com todo o amor que te dedico mesmo quando não estou. Toco ao de leve a tua consciência e procuro deixar-te o meu selo na alma. 

Porque te amo sou egoísta e desejo ardentemente tua essência para a eternidade. O poder do teu beijo apodera-se do meu corpo, revela-me sensações de desejo, luxuria. 

Enleio o meu corpo no teu, agarro os teus pulsos com o branco e puro lençol, parto para a aventura da descoberta do teu corpo nu

Beijo os teus lábios com ardor, mordo suavemente o interior dos teus lábios e com o que resta do lençol vendo os teus olhos. 

Num beijo longo e demorado envolvo a voluptuosidade maravilhosa do teu peito, anseio pelo teu prazer.

Venero o teu ventre prestando a homenagem de honra a algo que amo profundamente, o seres Mulher. 

A suprema capacidade da maternidade. 

Percorro o interior de seda das tuas pernas e delicio-me beijando delicadamente o teu centro de prazer. 

Almejo deixar-te extasiada de prazer e fazer-te sentir mulher vezes sem conta pela noite dentro. 

De manhã retorno a ser a bruma que procura novamente o teu pensamento. Anseio pelo ciclo de renovação no qual volto a sentir o poder do teu beijo. 


Porque te amo e sem ti sou nada.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Viagem de Mudança

O Sol desponta num sorriso, Sorriso de criança.

Sinto o calor no rosto e abandono os pensamentos que diariamente carrego.

É verão na alma. Dispo-me da pesada pele que carrego todos os dias. Removo as máscaras e refugio-me em mim. 

No âmago do meu ser encontro o refugio seguro. 

Livro-me de sentimentos negativos. 

Renego o que me fez mal. 

Livro-me das grilhetas impostas ao meu coração. Sou livre e empreendo nova jornada.

Num qualquer aeroporto embarco em nova jornada. Rumo a mim, rumo ao resto da vida. 

Choro por me separar de mim. 

Do que era e da falsa ideia de segurança. 

És forte razão de mudança. 

Tortuoso o caminho que se empreende para mudar. 

Cada passo em direcção ao futuro é incerto e doloroso Mas é alicerçado no núcleo do meu desejo da minha alma. 

A dor não será inútil, não é dor infeliz. 

A tua mão guia-me e conforta-me. 

Apenas desejo sentir a tua presença e assim sei que o caminho é para a frente. Sou um guerreiro da vida. 

E por ela, por mim, pela felicidade empreenderei esta jornada disposto a lutar se necessário. 

Alvoroço de mudança que hà muito almejava e como que numa alegoria da caverna, continuava acorrentado a ver as sombras passarem.

 Agora levanto os olhos e irei experenciar a feliz dor de novos conhecimentos, nova vida. 

Porque num sorriso descobri o Sol.

O Sol retirou-me das trevas e mostrou que era possível retirar as algemas e partir rumo a mim. Rumo a um novo eu. 

Um Sorriso devolveu-me a luz e a força.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Deixa-me Abraçar-te

Quando as nuvens negras vêm na tua direcção.
Quando os demónios não podem ser domados.
Quando as coisas parecem impossíveis e não sabes o caminho.
Quando os becos da cidade se fecham sobre ti e como que te oprimem.
Deixa-me retirar-te a dor, deixa-me sem qualquer palavra abraçar-te.
Deixa-me abraçar-te com Força.
Quando o amanhã não traz esperança e o céu não te traz boas novas.
Quando observas que o Sol não desponta e como que o coração quase não bate porque o peito o oprime.
Sabe que aqui estarei sem palavras a abraçar o teu corpo.
Tem a certeza que com o amor que desajeitadamente tenho por ti te aliviarei o bater do coração, porque o meu coração irá ensinar o ritmo da música ao teu.
Quando as sombras se apoderam da tua mente, eu serei a sombra que segue o teu corpo, puxando para mim aquelas que tiram o  brilho nos olhos.
Sou Como Orfeu que descerá ao submundo para te resgatar com o sorriso do amor, com o calor das minhas canções.
Deixa-me abraçar-te. Retirar-te-ei a dor mesmo sem as minhas palavras desajeitadas.
Vou retirar-te as correntes para que possas voar.
Dar-te-ei o meu fogo, das minhas cinzas renascerás minha Fénix.
Se o meu Suspiro. Se a minha vida te derem conforto.
Sabe que no derradeiro abraço te darei nova esperança, nova vida.
Porque apenas no desajeitado do meu ser sem me saber exprimir quero abraçar-te, retirar a dor. 
O Amor e Minha Vida te pertenceram sempre.
Sabe que mesmo sem me saber exprimir te elevarei aos céus.
Deixa-me Abraçar-te

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Caçador de Sonhos

Doce e Selvagem como num sonho vejo-a a dormir.
Sou o caçador da floresta de sonhos, lanço-me mais uma vez no ar à procura da presa perfeita.
Sei que por ela sou incessante e jamais deixo de vaguear a terra à procura da recompensa perfeita.
Revolvo o céu e a terra, transformo-me num selvagem predador.
Caço Sonhos, caço ideias de perfeição por que ao recordar um sorriso longínquo da sua boca, sinto o deleite a percorrer o corpo.
Sinto as chamas do meu coração a impelir-me para a frente caço freneticamente, sei que quando conseguir um bom sonho poderei finalmente descansar.
Repousarei no seu colo.
Se ao menos no meu desespero feroz e voraz por sonhos, conseguisse serenar.
Sou implacável na minha perseguição, destruo sonhos, sem pensar se sequer me servem.
Servi para mim próprio o absinto da dormência e deixei de sentir.
Tenho a adrenalina da caça, da procura incessante.
Ela esperou uma vida por mim.
Por mim, aquele que vagueou uma vida inteira à procura de sonhos, caçando uma esperança vã atrás da outra.
Só para agora e em prantos com as lágrimas a percorrer entender que com as feridas de outrora marcadas ainda no coração, que o sonho sempre foi Ela.
Ela era o sonho que eu perseguia e jamais teria de partir, para ter o sonho de um sonho perfeito.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Céu

Perdi-me nos meandros deste mundo.
Não tive de morrer para ir para o céu, apenas de voltar para casa.
Agradeço a Deus não me ter deixado afogar.
Silenciei os demónios das mil batalhas que travei, 
Reconquistei as sombras e movi-me por entre a penumbra, fui aquele que melhor se movia por entre a escuridão mais negra.
Abandonei a pretensão vã de suster o mundo num único inspirar.
Por entre a escuridão um vislumbre, um relance nos olhos que reconheci como meus,
Por entre vultos e a chuva torrencial de uma noite de noite carregada de electricidade em que soltei os meus mais terríveis monstros, consegui ter a visão da luz dos teus olhos verdes.
Agora que sei que és o meu lar e para ti retorno.
Sei que o céu é em casa, reconheço a luz, a cor e a serenidade inerente a uma alma e a um porto de abrigo.
Para trás ficou aquele empedernido predador que por entre sombras e escuridão era atraído por luzes de outras almas, procurando  a tua.
O som dos meus inimigos fazia-me sentir vivo, sentia o som da vida através do som do guerreiro da luz breve por entre os olhos daqueles que capturava por breves momentos.
sabendo que a minha casa estaria algures numa alma e num corpo pedaço de céu que inconscientemente procurava no caminho das trevas.
Sempre soube que caminhavas na luz, mas porque é que evitava a luz?
Agora que cheguei a casa e sei que os teus olhos são a quietude na qual o meu coração de lobo pode repousar.
Sei que Deus me usou como instrumento para fazer a Sua obra.
Quanto a mim e sem morrer cheguei ao céu que é o nosso lar.
A Espada, lancei-a ao mar, agora sei que o céu é o teu amor e por ele vivo.
Amor, cheguei a casa.

domingo, 8 de maio de 2016

 Heart in my hands


Love is more than just emotion.
Love is more than just devotion.
Just like all the stories in  the old books, love is about blood and honour.
How could you love me, when  I´m just a meere reflexion in eyes.
How could you love someone like me.
I´m  the wind blowing in your window.
Just a simple breeze in your chest.
I never thougt I could love you this way.
Walking in the street with my heart in my hands, like a foul, waiting 
to be able to deliver it to you.
Standing in the corner to have a glimpse of you walking by.
Thought I was the owner of the world, I,m not eve the owner of my own heart since I met you.
Pray to God, pray to my Godess for a litle love.
My heart is always in my hand waiting for you.
Could you love someone like me?
Because someone like me loves you like crazy.

Pedro Correia de Oliveira
08-05-2016

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mundo Cruel

Quando a paixão é perdida e toda a confiança desapareceu à tanto tempo.
Só num mundo cruel e frio.
As crianças choram abandonadas e negligenciadas.
Por bem próprio animais deixados sem dono.
Só num mundo cruel e frio.
Abraça  o teu melhor amigo, olha-o nos olhos e depois observa-o a resignadamente ir embora.
Durante tanto, mas tanto tempo fizemos tudo errado.
Febre e tormenta dentro da tempestade, afasto-me.Vou-me embora
Fujo dos nomes, das lápides. da Selva de Pedra.
Cansei-me de sarar as feridas minhas e do mundo.
Que o mundo mantenha os espinhos, que mantenha as agruras. Eu fujo a toda a brida.
Fujo dos jogos, das decepções e das mentiras.
Das circunstancias de um mundo tão cruel e frio.
As chamas da consciencia e da alma recordam-me o dia no qual fui lançado neste tipo de mundo.
Nas engrenagens desta máquina destruidora transformei-me e fui culpado da mesma crueldade e frieza.
NÃO MAIS!!!
 A Febre permanece na tempestade. Viro as costas, cavalgo para longe no pégaso da minha imaginação.
E voo, Voo para tão longe.Porque é que sinto todos os outros como inimigos?
Não quero mais nada com as Trevas. Já tive demais.
Renego os demónios. Invoco os Deuses.
Viajo para a luz
Quero o Sol, Clamo pelo Sol.
Desisto deste tipo de sociedade, não vivo os jogos, Não sou Peão.
Não me reduzo à condição de Escravo.
Do material, da solidão confortável, só porque é social.
Renego a mágoa, a mentira, o ultrapassar a moral.
Trago para mim o acreditar solene. 
Quero a Luz, A simplicidade, o minimo.
Não vou nunca deixar deixar de ser eu, afirmar que o que sou é-o por desejo e não ter medo de afirmar este sou EU.
O verdadeiro sem imagens distorcidas por espelhos sociais, 
Sem medo, sem dor.
Preciso de encontrar um canto mais escuro onde tudo seja mais calmo e seguro.
Continuo a voar, a virar as costas.
Não sou mais o autómato que vagueou por este mundo tão cruel.
No fogo da minha alma, renego as criaturas negras que me prendem o coração.
Solto as grilhetas e deixo de ser o Sub-produto deste Mundo Frio e Cruel.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Liberdade de um Sonho

Deitado e acordado sonho o sonho do Homem pobre.
Sonho com a liberdade que este permite.
Deixas de ter grilhetas, deixas de ser a nuvem no meu pensamento.
Solta-te, és livre, escolhe, ninguém tem o direito de te ter presa.
O teu coraçāo é livre, mas nāo o podes dar, porque com ele vem o teu corpo, a tua alma, e essa tem correntes pesadas.
És a tua carcereira, prendeste-te por quimeras e agora abandonaste o teu ser a alguém, à perfidia da necessidade.
Escravizaste o teu corpo, a tua alma em torno da responsabilidade ficticia.
Queres deixar as grilhetas, tens a chave na māo.
Na tua prisāo, encareceraste-me a mim, quero partir, mas o meu coraçāo tem uma corrente ligada ao teu.
Posso quebrá-la tāo facilmente mas o meu amor nāo deixa.
Liberta-te, deixa-me sonhar com com o por do sol ao teu lado ao longo de um tempo infinito.
Deixa-me viver o Sonho do Homem pobre, o Amor incondicional a alguém partilha comigo a verdade mais preciosa, a Liberdade.
Assim ambos teriamos como unicas posses a Liberdade e o Amor.
Riqueza maior, seria impossivel.
Se ao menos dissesses ao teu carcereiro que pretendias ser Livre.
Usa a Chave, concede-me o Sonho.
Mas se nāo o quiseres, ao menos corta a minha corrente, faz-me livre.
Com o coraçāo moribundo, mas ao menos livre para voltar a amar.
Nenhuma mulher deveria de estar acorrentada, presa, amordaçada e muito menos dormente.
O Poder é teu, se um dia ao menos sonhasses como eu.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Como se perde uma inocência (Crónica de um Combatente da ll Guerra Mundial)

Ontem, apaguei vinte velas do meu bolo de aniversário, no entanto sinto-me como se tivesse vivido uma vida inteira.
Chamam-me de velhinho, o que é normal depois de ter sobrevivido a mais de quatrocentas missões, e até porque a média de sobrevivência por aqui é de duas semanas.
Os aliados têm novos aviões com melhor desempenho e inundam agora os nossos céus, quase não dando espaço de manobra e quase não se consegue levantar voo. Frequentemente levanto voo de estradas secundárias. Fazemos o que podemos.
Ainda me recordo dos meus últimos dias de Oberstufe (liceu) em Dresden, tinha então dezassete anos, e foi quando a guerra estalou.
Filho de um antigo oficial do exército e que perdeu um dos seus olhos na Flandres, com heróis como Von Richtoffen decidi que estava na hora de cumprir o meu dever com a Pátria e alistei-me na Luftwaffe, ignorando que o cavalheirismo do combate aéreo dos primórdios daria lugar a uma brutal carnificina.
Presentemente creio que a minha dívida para com o meu país está mais do que saldada, com o meu sangue, com as minhas lágrimas e com a perda total da minha juventude e inocência de criança.
Em três anos de guerra sou agora um veterano e às. Tenho um recorde de abate de cento e trinta e sete "mortes" confirmadas, obviamente não contamos as prováveis. O que não é de surpreender, até porque, todos os dias faço de uma a três missões.
Tenho um dia de folga por semana, ao contrário dos Americanos que voam duas a três vezes por semana.
Não é de admirar que alguns de nós tenhamos centenas de vitórias enquanto um às Americano tenha no máximo quarenta a cinquenta vitórias.
Tornei-me empedernido e implacável, não porque tenha prazer em abater ou matar alguém, mas porque se abater os suficientes talvez deixem de continuar a vir e assim acabe esta maldita guerra.
O convívio diário com a morte não nos deixa ter muitos planos pois não?
Cada vez que fecho o canapé sobre a carlinga como se de uma tampa se tratasse, assemelha-se à tampa do meu próprio caixão.
Sei que a todo o momento a missão actual pode muito bem ser a última.
Desafio a morte a todo o momento.
Porque é que eles são cada vez mais? Porque é que não param de vir? Já não mandámos os suficientes para o Inferno?
Em três anos de combate apenas tive três meses e meio parado devido a ter o crânio aberto por um projéctil de um B 25 Mitchell que abati.
Ainda hoje estou a para conseguir entender como sobrevivi e como consegui chegar à base.
Engraçado que apesar das dores e tormentos que passei, apreciei a paz.
Agora percebo que aqueles que se auto-infligiam ferimentos preferiam a dor ao processo de carnificina da frente.
Para mim, com dezanove anos a morte ou a invalidez não eram uma opção.
O misto de sentimentos contraditórios na minha mente era e é explosivo. aprecio a paz e tranquilidade de um hospital de campanha e imagino como seria viver essa paz e tranquilidade num mundo pacífico, mas ao mesmo tempo anseio pelo combate, pela adrenalina de poder morrer, mas acima de tudo pela ideia do abate, da vitória. Missão cumprida.
Não me recordo dos meus anos de adolescência, acho que não os tive verdadeiramente, sinto que da minha infância ao cockpit do meu 109 não demorou nada.
Ontem estava a brincar com o meu carrinho de bombeiros de lata que os meus pais compraram com imenso sacrifício em Berlim e hoje estou a incendiar bombardeiros com das mais letais máquinas de guerra.
Se sobreviver a esta carnificina, quem me devolverá os meus anos de juventude?
O que farei, se só sei voar e matar?
Poderei ser jovial novamente?
Afinal, quando esta guerra acabar não voltará tudo ao normal?
Dos meus amigos de infância já perdi quase todos, uns em combate.outros devido às bombas aliadas porque nós falhámos e conseguimos abater os bombardeiros em número suficiente de forma a impedi-los de bombardearem as nossas cidades e matarem os nossos civis,
A minha pergunta é porque é que se substitui um brinquedo por um instrumento de morte? Porque é que os Homens obrigam outros a matar e morrer?
Sou um adolescente físico com uma vida de sessenta anos.
Odeio esta guerra, odeio as mortes, odeio a carnificina que não tem qualquer sentido.
Perco a minha vida por ideais politico, morais e económicos que não defendo.
Quero ser inocente outra vez, não quero sentir que às minhas mãos já tanto adolescente deixou de ser filho de alguém.
Hoje ao fechar novamente a  tampa do meu caixão para uma nova missão apercebo-me que abomino toda esta guerra.
Sei que não sei fazer mas nada senão isto, parece que me fizeram nascer assim. Um monstro frio que me nome da Pátria tiro a vida a alguém.
Feliz aniversário para mim, que por fazer o que faço mesmo abominando, perdi a minha inocência.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Nocturna

A luz da janela esta a desaparecer.
O som das ruas chama-te, abre os olhos.
Procura a luz dos neons.
Deixa as tuas palavras ecoar para além da vida.
Agarra-te a algo, não desistas do objectivo, da vida.
Será que o medo tomou conta de ti?
Deixa que a tua luz brilhante perdure.
Deixa que te alcançe, não deixes que o medo te toque.
Não deambules pelas rua da cidade sozinha.
Deixa que o teu espirito se projecte nas estrelas.
A noite será nossa.
Eu serei a sombra do teu próprio corpo projectada pela luz dos candeeiros da cidade.
És o meu lar, o meu conforto, quem me atrai.
Todo o teu magnetismo é eterno.
Todas as noites és a minha luz, o meu mais sensual retiro.
Retira o medo, perde a insegurança.
Os Anjos não têm esses sentimentos.
Deixa que a sinfonia de sons nocturnos, deixa que todos os odores da cidade se diluam com o vinho.
Abandona o ser nos meus braços, a noite essa que sempre pertenceu aos amantes, pode muito bem agora pertencer àqueles que unem os corpos mas acima de tudo que se diluem numa só alma.
Poderiamos encontrar uma razão para não brilhar, mas este é o nosso momento.
Tudo estará para sempre bem porque o teu brilho esse, permaneçe para sempre dentro de mim.
Substituo o sol, porque nada é mais luminoso que o teu olhar.
Mais poderoso que mil soís.
Alicerçado na tua confiança enfrentarei o mundo.
Retira o medo, confia em nós.
A noite, a cidade e as estrelas serão sempre nossas.
O privilégio daqueles que sabem que na noite se fazem as alianças que moldam os dias e que criam a união para a eternidade.


domingo, 12 de maio de 2013

Guerreiro da Vida

Sou o crente, o destemido termópolita que se arroja para a batalha eminente.
Faco da minha crença o móbil da minha demanda.
O tumulo esse é a morada que tenho como certa.
Apenas desjo que o epitáfio seja grandioso.
Carrego contra as fileiras do destino só, de resto nasci só.
Pouco me importa quem se encontra nesta demanda, pois sei que a morte essa virá para mim e todos os homens morrem sós.
Consultei o oráculo antes desta batalha e o resultado esse ficou por definir por entre os vapores que emanavam dos defumadores e os devaneios do oráculo.
A minha armadura essa foi abençoada por uma das sacerdotisas de Artémis.
Por isso vou para a luta tendo apenas a morte como certa.
Sou o que sempre fui desde de tenra idade, um guerreiro com todas as cicatrizes de todas as contentas que presenciei.
Amo o combate pelos meus ideiais.
Fiz alianças com quem me traiu.
Agora sou o solitário combatente que anseia pela solidão do combate.
Luto desta feita contra demónios monstruosos e contra os meus traidores.
Albergo a minha força na crença no Deuses, pela justiça.
Grito pela libertação da minha alma, pela ausência de futuros combates.
Se perder a vida, também serei libertado.
Esta é a derradeira batalha.
Derrotarei e aniquilarei todos os meus inimigos, farei da minha vida o derradeiro tributo à paz e ao sucesso.
Ou perderei a vida a intentar.
Em qualquer dos casos alcançarei sempre a vitória.
Para glória dos Deuses.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pedaços de um Espelho


Atiro uma moeda para o poço dos desejos e rezo por tudo aquilo que sinto falta.
Com os pés nus sobre um espelho partido, a dor sobe ao coração e apodera-se da mente.
Rezo para que os retalhos da vida se reúnam ao corpo e aliviem o sentimento de perda do que sempre fui.
A identidade perdura na penumbra à espera do mero toque de consciência que concerte o espelho retraçado sobre o qual me encontro.
A alma projeta-se no imenso vazio e clama pelo seu pequeno espaço acolhedor.
Anseio por uma solução enigmática, um elixir descoberto por um exímio alquimista que desentorpeça o corpo inerte pela dor.
Se ao menos os vidros não penetrassem tão profundamente na carne.
Grito surdamente ao Oráculo de tempos perdidos, para que me revele o propósito existencial mais ínfimo.
Inerte, preso num momento, procuro alcançar a chama da consciência do que sou no presente.
Rezo pela liberdade pelo pleno conhecimento do que sou e sempre fui.
Os pedaços de espelho são momentos que fazem parte de um imenso puzzle que revelam o mais íntimo do meu ser.
Arranco cada pedaço da carne e agora caminho vacilante rumo ao futuro juntando peça a peça e aprendendo com cada imagem refletida.
Cada imagem de mim, errada ou não, distorcida ou nítida é um pedaço que pretendo tornar completo e fazer de um retalho um espelho completo que mostre todo o esplendor de uma vida.
Porque sempre no caminho da vida quantos de nós não são forçados a quebrar os seus próprios reflexos e a partir de pequenos momentos e da dor da reconstrução verificam que afinal respirar cada momento vale a pena?
Amar a vida e  cada reflexo próprio, cada toque sublime de consciência é Divino.

Pedro Jorge Correia de Oliveira

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Evidência Solene

Inclino-me perante a evidência solene do fim.
O fim destinado pelo conselho dos Deuses força-me o espírito a terminar as etapas dolorosas a que me propus.
Estendo a mão para o infinito e toco ao de leve no infinito, naquela incerteza pacifica de quem chega ao fim.
Paro, cheiro o doce aroma de rosas e preparo-me para colher uma nova flor.
O fim é certo, mas o alivio do mesmo torna-se supremo alicerçado pela certeza de um novo amanhecer mais terno e pacífico.
Encaro a realidade sem dor, porque apenas almejo o fim pacifico de algo que nunca mas nunca se iniciou.
A finalidade é por demais evidente, dar a mão ao destino e saber que os deuses são e serão benevolentes.
Os ciclos fecham-se como janelas para que a autenticidade do ar que respiro dentro do  lar, da alma se mantenha para todo sempre.
Dentro do meu templo apenas guardo a ternura pelas memórias que seguramente levarei para todo o sempre junto ao peito.
Digo adeus com um sorriso, coberto pelo misto de tristeza e de profundo alívio sabendo que a jornada que em tempos empreendi sempre esteve votada ao mais profundo fracasso.
Entrego a mortalha aos Deuses, ajoelho-me e rezo faça-se em mim a vontade divina e aguardarei pelo futuro serenamente.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Morte de um Sonho

A Morte  chegou, arrancou-me com as suas mãos desprovidas de carne e gélidas.
Retirou-me o fôlego do corpo.
Esta morte tão vil e cruel que me renega para o fundo do abismo, retira-me a esperança, o alento.
O definhar de um sonho profundo em que experienciava a plenitude, O Sonho Morreu!!!
Gelado nas entranhas e com o Espírito nú, orei, antes, supliquei a Hórus filho de Osirís para que me mantivesse vivo e não me deixasse navegar para o vale dos mortos.
Para quê viver sem um sonho, sem um propósito?
Sinto que Hórus teve piedade deste ser taciturno em que me tornei, porque me segredou ao ouvido palavras de Esperança renascida.
Falou-me em acreditar, pela voz do vento.
O calor da vida renasce.
O fogo intenso do sol a beijar a areia desenha neste corpo sem vida um novo Sonho.
Sei agora por intervenção divina que um sonho morre sempre mas sempre à beira de um outro que será indubitavelmente Grandioso!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Esperança Renovada

Agora que te encontrei sei que sempre me pertenceste e que o rosto que revia em sonhos te pertencia.
Somos corajosos como soldados debaixo do luar.
Agarraste a mim, assusta-me o fim do mundo.
Inclina-te para mim e deixa o mundo desabar.
Deixa-me estar ao teu lado retirar-te o fardo, diz-me tudo o que desejas que eu seja.
Cada suspiro é uma canção em que a letra é o meu expresso desejo de reconhecer e amar para todo o sempre.
Amarras-me para todo o sempre à memória.
Para sempre és tu, a memória secular que me acompanha desde o nascimento.
Sou o filho do mundo, da floresta e das águas sou o resultado de uma oração perdida no tempo.
O espírito que te pertence desde os primórdios.
Sou o admirador do brilho dos teus olhos que um dia num relance encontrei e me deleitei de imediato num sonho maravilhoso.
Sou o simples ser que te ama.
Que neste mundo perdido deseja indicar-te o caminho.
Somos aqueles lutamos pelo Éden quando tudo desaba. Quando a sociedade se perde.
Oro à Deusa Coragem para que o caminho, embora tortuoso seja de hoje em diante ao teu lado.
És o sonho e a esperança num mundo melhor, por isso mesmo que o mundo termine ganhei fé num novo renascer, numa nova vida.
Num mundo cruel, acredito na fé, no amor, e na esperança.
Talvez seja sonhador, mas com amor tudo se vence.